Prevenção do suicídio
Setembro Amarelo: por que a maioria das mortes por suicídio no Brasil continua sendo de homens
Os homens seguem sendo a maioria das mortes por suicídio no país. Entender esse padrão ajuda a reconhecer sinais antes que seja tarde.
4 min de leitura

Setembro Amarelo já é conhecido. O que pouca gente para para olhar é o número por trás da campanha: no Brasil, homens são a esmagadora maioria das mortes por suicídio, e essa proporção não vem caindo.
Um estudo publicado em 2025 na revista Debates em Psiquiatria, analisando uma década completa de óbitos por suicídio no Brasil (2013 a 2023), mostrou que homens representaram 79% dos 144.566 óbitos registrados no período, contra 21% de mulheres. O mesmo estudo aponta uma taxa geral de 7,66 óbitos por 100 mil habitantes em 2022, com projeção de subir para 8,95 até 2028 se a tendência atual continuar.
Esse não é um problema de "força de vontade" ou de "homem não sabe pedir ajuda" como frase pronta. É um padrão que se repete ano após ano, e que tem explicações concretas já discutidas em outros textos deste site: sintomas depressivos em homens frequentemente não se parecem com o que os instrumentos de triagem tradicionais foram desenhados para reconhecer — irritabilidade e isolamento no lugar de tristeza visível —, o que atrasa o reconhecimento do problema por quem está ao redor, e às vezes pelo próprio homem.
Setembro Amarelo funciona melhor quando não é só uma data no calendário. Se você reconhece em você, ou em alguém próximo, um padrão de irritabilidade constante, desânimo que não passa, ou pensamentos sobre não estar mais aqui, isso merece atenção agora, não em setembro do ano que vem.
O que os dados mostram
Fonte completa e contexto do levantamento
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